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Sexta-feira, Agosto 7, 2020
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Dicas de conteúdo para quem vende moda

Confira aqui algumas dicas de conteúdo para quem vende moda.

O mundo da moda é muito dinâmico e o lojista que atua no segmento da moda vai precisar de estar sempre atento às novidades e às tendências.

Vamos mostrar agora algumas dicas para quem vende moda, ajudar ainda mais a vender produtos de moda:

  1. Entender a definição de fast fashion

A loja que seja padrão quer consolidar a sua marca como uma criadora de tendências para o mercado do consumidor, em que se pode oferecer um produto de alta qualidade com preços um pouco acima da média.

Já as fast fashions querem ser lembradas como umas marcas seguidoras das tendências da moda que estão em alta até ao momento.

Priorizam a competitividade e reduzem os preços dos seus produtos.

Também trabalham com a definição de minicoleções: em média, a troca dos produtos precisa de ser feita a cada 25 dias.

Para garantir que as peças sejam trocadas com rapidez, é importante ter várias opções dos fornecedores e fazer compras com regularidade.

O lojista precisa de aliar os preços competitivos, as novidades que atraem os clientes e um pequeno stock das peças.

  1. Estar a par das vantagens e das desvantagens deste modelo de negócio

A principal vantagem das fast fashions é a sua variedade.

A cada semana, o cliente encontra os produtos novos na loja.

Para isso, a reposição das peças precisa de ser constante, até diária em algumas lojas.

A ideia é vender ao máximo os produtos expostos na loja e liquidar rapidamente os que não tiveram saída.

Porém, este modelo de negócio também tem as suas desvantagens.

Como o foco das fast fashions está na variedade, e não na quantidade, nem sempre vai ser possível superar as necessidades de todos os clientes.

Portanto, tente observar bem o seu nicho de mercado e tente ofereça peças que vendam rapidamente.

Fique atento a uma coisa: ao oferecer o que está na moda, é preciso ter muito cuidado com peças.

Tente verificar sempre os registros dos produtos, as marcas e os modelos para não ter problemas legais.

  1. Conhecer os seus clientes

Uma loja fast fashion está sempre a renovar as suas coleções, está sempre atenta nas últimas tendências da moda.

Portanto, se trabalha com este modelo de negócio, é fundamental conhecer os seus clientes.

Tente fazer pesquisas de opinião para saber o que os seus clientes procuram.

Com uma simples entrevista, pode descobrir se as suas peças estão a ser bem aceites.

A partir daí, tente definir os requisitos para as próximas microcoleções.

No ato da compra, tente registar as informações sobre as preferências de estilo, de cores, de temas das estampas, de medidas, entre outros detalhes.

Com estas informações muito importantes nas suas mãos, tente oferecer exatamente o que os seus clientes procuram.

  1. Estreitecer a relação com o seu fornecedor

Tente procurar aqueles fornecedores que possuem canais de comunicação diretos com o lojista.

Assim, os produtos vão ser entregues de uma forma correta e no tempo certo.

Tente trabalhar com os distribuidores que consigam dar respostas rápidas e flexíveis.

O lead-time na produção dos artigos precisa de ser reduzido, principalmente quando se trata dos produtos que estão em alta até ao momento.

Tente fazer uma análise minuciosa dos seus fornecedores e certifique-se de que eles são capazes de entregar os produtos com uma grande variedade de estilos e com uma boa qualidade, que o custo de logística permita oferecer ao seu cliente um preço final justo e que o prazo de entrega é curto e atenda às suas necessidades.

Também é importante ter um bom número de fornecedores e garantir a variedade que a loja vai precisar.

  1. Oferecer serviços diferentes

Para aumentar a competitividade do modelo fast fashion, tente oferecer serviços diferentes, que vão além das roupas.

Desta forma, vai melhorar a experiência da compra para com o cliente e vai garantir a sua fidelidade.

Uma delas é fazer parcerias com oficinas para reparar de roupas e que possam procurar e devolver as suas peças para reparar na sua loja.

Todos vão sair a ganhar.

O cliente, por não precisar de se deslocar a outro local para fazer os ajustes na sua roupa, e o empresário, que tem mais hipótese de vender uma peça que não se ajustou perfeitamente ao corpo do cliente.

Ao oferecer este serviço, a loja vai criar uma oportunidade para o retorno do cliente e mais uma hipótese de venda.

Outro serviço que pode ser oferecido é o de “personal stylist”, o profissional que ajuda o cliente a fazer compras mais específicas, mais direcionadas para o seu estilo e o seu corpo.

  1. Investir no marketing e nas redes sociais

Tente divulgar a sua marca.

As mídias sociais atingem um público jovem e que interessam por moda.

Tente postar fotos, apresentar novidades, personalizar as suas páginas e conquistar a atenção do seu futuro cliente.

É assim que as pessoas vão ter interesse pela sua loja.

Tente fazer promoções que vão ser a cara dos seus clientes.

Tente oferecer outros produtos e outros serviços ligados à moda e procure um comprador.

Um total de 44% das pessoas que compram pela primeira vez numa loja, por conta de uma promoção, tornam-se fieis à marca.

Tente organizar a sua loja para que itens relacionados com moda, fiquem perto um do outro.

Daí, o cliente vai-se lembrar que aqueles produtos combinam e pode levar os dois.

  1. Proporcionar uma experiência de compra agradável

O cartão de visitas da sua loja é que vai mandar.

Deixe o seu nome em destaque e tente usar a iluminação para expor a sua marca à noite.

Isto vai aumentar as hipóteses de o local ser visto pelos clientes.

E se a fachada causa a primeira impressão, é na vitrine que a venda começa a ser feita.

Tente procurar dar destaque às peças com maior procura e, caso haja uma novidade, tem de meter já na sua vitrine.

No interior da loja, o espaço deve ser agradável para o cliente.

Tente separar um bom espaço para circulação e tente criar locais para descanso.

A loja deve refletir a proposta da sua marca.

A limpeza, a iluminação adequada e a decoração atrativa fazem com que o cliente se senta em casa.

Cartazes e sinalizações a indicar os provadores e a caixa são sempre bem-vindos.

No entanto, tenha cuidado com a quantidade de avisos.

As sinalizações devem ser discretas e de acordo com a decoração da loja.

Tenha atenção também para a organização dos seus produtos.

Se gerir, por exemplo, os seus produtos por categorias, roupas sociais separadas das esportivas, vai ser mais fácil para o cliente na hora de escolher.

E, dentro das categorias, a disposição por cores vai facilitar a visualização dos seus produtos.

  1. Planear a sua vitrine

A vitrine pode contribuir com até 80% das suas vendas.

O importante é mudar a vitrine todas as semanas, ou, no máximo, de 15 em 15 dias.

Tente identificar o seu público alvo, tente ficar atento na sua concorrência e nas tendências até ao momento e tente desenvolver um projeto para a sua vitrine.

Uma boa ideia é contratar um designer para criar um modelo em 3D que vai permitir visualizar como a sua vitrine vai ficar após a sua conclusão.

Tente calcular o quanto vai gastar para comprar o material e montar a sua vitrine e tente avaliar o seu projeto como um todo, reveja os elementos, os preços e os materiais.

Se precisar, tente fazer adequações.

  1. Identificar os seus nichos de mercado

A moda “plus size”, ou GG, atende os clientes que usam roupas acima do padrão convencional das suas lojas.

É formado principalmente por mulheres, e é um segmento exigente e sofisticado.

Tente procurar oferecer roupas que chamem a atenção, que valorizem as curvas delas.

Já a moda gestante, formada por um público restrito, também pode ser uma ótima oportunidade.

Tente oferecer peças elegantes e confortáveis, que acompanhem as mudanças do corpo durante a gravidez.

Um nicho de mercado bem abrangente é o de moda ecológica, formado por consumidores conscientes que procuram produtos feitos de materiais reciclados e orgânicos.

Os seus clientes vão procurar peças exclusivas, a preços acessíveis e que são reaproveitadas.

Quem também está sempre na moda são os adeptos da religião evangélica.

As mulheres, o público alvo da moda “gospel”, procuram roupas com decote fechado, além de saias e vestidos mais longos que a média.

A moda “streetwear” valoriza as roupas largas, descombinadas e descomplicadas.

É direcionado principalmente aos jovens que se identificam com a cultura do skate.

Já a moda “country” é bem popular entre os fãs de música “sertaneja”.

  1. Fazer um mix de moda adequado

É importante saber que o mix numa loja pode ser dividido em três tipos: Mix de Produtos, Mix de Moda e Mix de Coleção.

O mix de produto é definido com uma variedade de peças oferecidas pela loja.

Ele pode ser abrangente, se quer ter várias linhas de produtos e vender outros itens além de roupas; pode ser extenso, se dentro de cada linha tiver vários artigos disponíveis, ou pode ser profundo, caso optar por oferecer vários tamanhos, cores e tecidos para um produto.

O Mix de Moda é definido de acordo com o ciclo de vida do produto.

O básico é composto por peças com pouco diferença na inovação, mas que têm uma probabilidade de venda mais alta, como, por exemplo, calças jeans e camisas simples.

Deve representar pelo menos 10% da coleção.

O fashion é formado por modelos que seguem as tendências da estação e têm cores, cortes e tipos de tecido bem específicos.

Estes produtos devem representar certa de 70% do mix.

O ciclo conceitual compromete-se com futuras tendências.

O apelo comercial não é o mais importante neste caso, os produtos devem causar um impacto e chamar a atenção do seu cliente.

O mix de coleção é definido pelos tipos de produtos, a quantidade de peças por cada modelo, além da matéria prima e os tamanhos oferecidos.

Os tops, ou a parte de cima das roupas, devem ser responsáveis por 50% das mostras, enquanto que os bottoms, a parte de baixo, compõem 25%.

 

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